O novo normal é outra Instância para mim. Tenho vindo a tentar entender o que me define criativamente, a tentar perceber qual é a minha visão, o propósito do que faço (se é que há algum). 
É uma viagem contínua que acredito não ter destino, porque se vai transformando ao longo do tempo. No entanto, à medida que se angaria mais informação e se cria continuamente é possível começar a ver um padrão, se procurarmos por ele.
O padrão que encontrei no meu trabalho e que tenho vindo a explorar é quase como que a admissão de falta de um padrão. Essa aparente aleatoriedade deixa-me ser livre na minha criação dado que considero que cada momento no tempo é único e merece ser tratado como tal. Sou um mediante da instância. São muitas ideias e maneiras diferentes de ver o mundo para que possa simplesmente escolher um. Por isso o meu padrão é esse, o da exploração de cada momento específico, mas com a minha supervisão, ou condicionamento.
Este novo normal não foi uma instância que encontrei, mas que me foi forçada. Essas são as instâncias que requerem mais energia para adaptar. Esta nova normalidade fez-me retroceder, olhar para o meu trabalho, parar e perceber o que me trouxe até aqui. Foi bastante interessante porque ao longo do tempo temos a tendência de perder o foco do que queríamos dizer. Deixamos fluir e vamos explorando, algo bastante importante no caminho.
Esta viagem foi estranha porque dentro da minha visão aberta de «Instâncias» estes momentos aconteciam com um determinado conjunto de regras, e não estava à espera que esse conjunto de regras pudesse mudar.
Isso fez com que explorasse este momento através de vários meios diferentes, incluindo fotografia, video e música, por isso o que apresento é um retrato desta instância, repartido nesses vários momentos. 
​​​​​​​The new normal is another Instance to me. I have been trying to understand what defines my creative vision in order to understand what my purpose is, if there is a purpose, or if there is a message that I am trying to convey. 
It's always a continuous journey and I believe that journey has no destination because it's mutating as we go. However, as you gather more and more information, as you create more and more, you start to see a pattern if you actively try looking for it. 
The pattern that I have found in my work, and have been exploring for the last 3 years is almost the lack of a pattern. In that apparent randomness I found freedom of creation where I admit that every point-in-time is a sensorial unique moment that deserves to be treated as such, so I called it Instâncias (Instances). I am a vessel to my work. Lots of emotions and ideas that I couldn't possibly stick to a particular one. So my pattern is that, exploring a particular moment as it should be, but with my supervision, or conditioning.
This new normal wasn't an instance that I found, but that was forced upon me. And those always take the biggest amount of energy to adapt to. This new normality had me going back, reviewing my work and made stop to realize what had brought me here. It was very interesting because we tend to lose focus of what we wanted to say before. We let it flow, exploring new things, which is a very important part of the journey. 
So this journey to me was a weird one, because in my workflow of «Instâncias», these moments were happening with a specific set of rules and I wasn't taking into account that those could change. 
This made me go in a lot of different ways and so I'm presenting you with a multi-disciplinary work including photography, video and music.